Com base nos resultados da pesquisa, intervenções mais efetivas de educação e comunicação podem ser elaboradas
Ao contrário da maioria dos projetos de educação ambiental, a Escola da Amazônia baseia parte de suas atividades nos resultados da pesquisa que ela propria realiza. A pesquisa tem como objetivo entender como o conhecimento local, as crenças e as atitudes determinam a relação das pessoas com a natureza - a floresta e sua biodiversidade, em particular.
Com base nos resultados da pesquisa, intervenções mais efetivas de educação e comunicação podem ser elaboradas, abordando diretamente as crenças a atitudes que determinam comportamentos incompatíveis com a conservação da biodiversidade. Um exemplo dessa aplicação é o Projeto Conviver Gente & Onças. Nossas pesquisas revelaram que a onça-pintada é o animal que mais desperta o interesse de jovens e adultos na fronteira agrícola da Amazônia, fazendo da espécie o ponto de partida ideal para atividades de educação para a conservação.
Tal pesquisa é particularmente importante na fronteira agrícola da Amazônia (Arco do Desmatamento), que foi recentemente ocupada por colonos vindos de outras partes do país - principalmente do Sul - e que possuem pouca familiaridade com o ambiente amazônico. De fato, apesar do papel central dos produtores rurais migrantes e suas famílias na transformação da fronteira agrícola da Amazônia, os estudos sobre as relações entre gente e natureza na região têm se concentrado nos povos tradicionais da Amazônia central e ocidental – grupos indígenas, seringueiros e ribeirinhos – e dado pouco atenção a essas comunidades que estão diretamente envolvidas com as mais altas taxas de destruição de habitat do planeta. |