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Escola da Amazônia no Programa E-Cons

SPVS Sala de Imprensa
Notícias
07.05.2012

Iniciativa da SPVS junto com HSBC apoia pessoas que já desenvolvem projetos exemplares voltados à conservação da natureza em todos os biomas do Brasil

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A Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) e o banco HSBC decidiram expandir sua parceria que já ocorre desde 2007 e estão lançando um projeto pioneiro em conservação da biodiversidade. Denominado Programa E-CONS (Empreendedores da Conservação), a iniciativa tem a finalidade de apoiar lideranças que já realizam ações inovadoras de conservação da natureza em todos os biomas do Brasil. Aproximadamente R$ 1 milhão será investido em seis projetos, ao longo dos próximos três anos. “É um projeto inovador que aposta na potencialização das atividades de indivíduos que estamos chamando de empreendedores conservacionistas, responsáveis por ações diferenciadas e estratégicas de conservação da biodiversidade e que tenham grande potencial de gerar desdobramentos”, completa Clóvis Borges, diretor-executivo da SPVS.

A experiência prévia entre SPVS e HSBC resultou na conservação de 3,2 mil hectares de áreas com Floresta com Araucária no sul do Brasil e permitiu a busca de um novo desafio: atuar e repetir resultados consistentes em outros biomas, ampliando a iniciativa para todo território nacional. Do trabalho anterior, o Programa E-CONS herdou a metodologia de envolvimento de pessoas como chave para a geração de resultados concretos em favor da conservação da natureza. “Há pessoas no Brasil verdadeiramente interessadas em fazer conservação da natureza. Fazem disso um trabalho em defesa de uma causa de interesse coletivo e também como sua principal atividade profissional”, informa Borges. “São pessoas que exercem um trabalho de grande importância para o país e que precisam ser identificadas e apoiadas”, sentencia ele.

Na primeira fase do programa, serão apoiados projetos desenvolvidos pelo biólogo Jean Pierre Santos para proteção do logo-guará no Cerrado, um trabalho de educação ambiental na Amazônia pelo também biólogo Silvio Marchini, pela zootecnista Gláucia Seixas para proteção de ambientes naturais onde ocorre uma espécie de papagaio no Pantanal e pela proprietária de uma área natural em Curitiba, Terezinha Vareschi, que incentiva outros donos de áreas naturais em ambientes urbanos a seguirem seu exemplo para criação de reservas particulares em meio às cidades. Outros dois biólogos também serão apoiados. São eles Bianca Reinert e Weber Girão, que descobriram novas espécies de aves – respectivamente o bicudinho-do-brejo em área de Mata Atlântica e o soldadinho-do-araripe no bioma Caatinga – e fazem do trabalho de proteção dessas espécies um meio para conservação de seus ambientes.

O Programa E-CONS também está relacionado às metas de manutenção do patrimônio natural previstas por programas governamentais brasileiros e pela Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, sustentando uma melhor percepção sobre a relação entre a conservação da natureza, a qualidade de vida e a economia. “O HSBC apoia esta iniciativa, pois acredita que é preciso ir além das atividades de negócios tradicionais e por isso, busca implementar uma agenda pro-ativa e parcerias que promovam a sustentabilidade, afirma Cláudia Malschitzky, superintendente-executiva de Sustentabilidade do HSBC . “Além disso, acreditamos que esta iniciativa pode incentivar a participação de outras empresas que também estão preocupadas com a conservação da biodiversidade e que querem promover o desenvolvimento sustentável de baixo impacto ao meio ambiente”, completa a executiva.

“Esse modelo mostrou um dos caminhos possíveis para promover a proteção de espécies e ambientes ameaçados, bem como de toda sua importância social e econômica”, diz Borges, ao lembrar que a conservação de ambientes naturais gera benefícios essenciais para as pessoas e para as atividades econômicas, por meio dos chamados serviços ambientais – como a qualidade da água e do ar, a manutenção de solos, a polinização, novas descobertas (úteis para medicamentos e alimentos, por exemplo), segurança (por meio da manutenção de áreas naturais íntegras em encostas), energia, entre outros. “Por isso, nosso objetivo principal é estimular o incremento de trabalhos como o desenvolvido pelos E-CONS, porque são iniciativas com ampla capacidade de ampliar a geração de resultados e benefícios coletivos”, completa.

E-CONS

O Programa tem à frente a figura dos Empreendedores da Conservação, os E-CONS, pessoas transformadoras e comprometidas com a manutenção do patrimônio natural e, consequentemente, com todos os benefícios que a natureza gera para a sociedade e para as atividades econômicas. A partir das ações que realizam, os E-CONS apresentam uma enorme capacidade de gerar resultados mais amplos, justamente o ponto estratégico de abordagem escolhido pelo programa E-CONS para o apoio concedido, diferentemente de projetos usuais de financiamento de projetos.

“Eles foram selecionados a partir de entrevistas com ambientalistas e pesquisadores que trabalham com conservação da natureza no Brasil”, conta a bióloga Angela Kuczach da SPVS, que, após as indicações recebidas, foi a várias regiões do Brasil verificar como esses projetos se adequavam a critérios do Programa E-CONS. “Entre esses critérios estão o comprometimento de pessoas para geração de resultados efetivos em conservação da natureza e que tenham expectativas de expansão de suas ações, contribuindo para a realização de novas iniciativas que gerem mais áreas protegidas ou sirvam de instrumento para impulsionar outras ações de proteção da biodiversidade”, descreve a bióloga. Para o futuro, segundo ela, a ideia é que essa busca por E-CONS continue por meio da identificação de novos empreendedores e da sensibilização de empresas para apoiá-los. “Com uma metodologia inovadora e abrangente, que corresponde às necessidades de conservação da natureza e fortalecimento desse tema no Brasil e no mundo, o Programa poderá ser reproduzido em longo prazo em ampla escala, até que uma grande rede de E-CONS seja estabelecida”, projeta Angela.

Oficina sobre “Conservação, Sustentabilidade e Comportamento Humano”

Trinta estudantes universitários e profissionais da área de conservação ambiental e sustentabilidade participaram da oficina sobre “Conservação, Sustentabilidade e Comportamento Humano” ministrada por Silvio Marchini durante o I Congresso Colombiano de Mastozoologia, realizado na cidade de Quibdó, na região do Chocó, Colômbia, entre os dias 19 e 23 de setembro de 2011.

A oficina teve 9 horas de duração, entre aulas expositivas e atividades práticas, e foi dividida em três partes. Na primeira foram abordadas as teorias para entender e prever o comportamento humano no contexto da conservação ambiental e da sustentabilidade. Na segunda parte os participantes foram expostos aos métodos das ciências sociais usados para coletar informação de relevância para o planejamento e avaliação de ações em educação e comunicação ambiental. Por fim, foram abordadas as técnicas de educação e comunicação para a mudança de comportamento em benefício do meio ambiente.

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Foto por Fredy Quintero

O ser humano afeta o meio ambiente única e exclusivamente por meio de suas ações, de seus comportamentos. Conhecimentos, opiniões e sentimentos, por si só, não têm nenhum impacto direto sobre o meio ambiente. Portanto, uma prioridade pra conservacao da biodiversidade e para a sustentabilidade deveria ser entender, prever e mudar o comportamento humano. Acontece que a conservacao da biodiversidade tem sido tradicionalmente o campo de trabalho de biólogos e outros profissionais das ciências naturais, que não são treinados para pesquisar e influenciar comportamentos humanos. Por outro lado, psicólogos, comunicadores, profissionais de marketing e propaganda e outros profissionais capazes de entender e influenciar comportamentos humanos nao têm tradicionalmente se envolvido com conservação.

O objetivo dessa oficina é diminuir a distância entre esses dois mundos, proporcionando treinamento em ciências sociais aos conservacionistas, incluindo educadores e comunicadores ambientais, e desenvolvendo uma base conceitual que integre as ciências comportamentais às aplicações em conservação ambiental e sustentabilidade.

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Participantes da oficina.

Após a oficina no Chocó, Silvio Marchini esteve em Medellín, onde proferiu a palestra “Problemáticas Ambientales y Comportamiento Humano” no auditório do jornal El Colombiano, em um evento realizado pelo jornal, por Área Metropolitana, Fundação Gaia e Fundação Wii. Depois da palestra, Silvio se reuniu com 30 representantes das agências de Educação Ambiental do governo metropolitano do Vale do Aburrá (do qual Medellín é a principal cidade) para tratar do tema da avaliação de impacto e indicadores de sucesso das ações de Educação Ambiental.


Entrevista com Silvio Marchini

Para mais informação sobre as oficinas de Conservação, Sustentabilidade e Comportamento Humano, entre em contato com Silvio Marchini, silvio@escoladaamazonia.org.

Oficina “Planejamento e Avaliação de Ações em Educação Ambiental”

Os coordenadores da Escola da Amazônia, Silvio Marchini e Edson Grandisoli, comandaram dentro do II Encontro Internacional de Educação aplicada à Conservação e Sustentabilidade no Zoológico de São Paulo, a oficina “Planejamento e Avaliação de Ações em Educação Ambiental“.

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A oficina abordou por meio de aulas expositivas e práticas conceitos e métodos fundamentais para o desenvolvimento de ações em Educação Ambiental.

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No primeiro dia de oficina, os participantes tiveram a oportunidade de compreender sobre a importância de conhecer o público por meio da utilização de conceitos das Ciências Sociais, mais especificamente da Psicologia Social.

No segundo dia de oficina, o foco foi nas etapas de realização de pesquisas formativas, na criação de campanhas em educação & comunicação e na etapa vital de como avaliar a efetividade dos projetos, ponto fraco da grande maioria dos projetos de Educação Ambiental.

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Para saber mais sobre esse curso e outros promovidos pela Escola da Amazônia, entre em contato com

Silvio Marchini – silvio@escoladaamazonia.org
Edson Grandisoli – edson@escoladaamazonia.org