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A onça pintada vai à escola

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Por Silvio Marchini, publicado em Oeco em 1 de fevereiro de 2012.

Crianças na sala de aula de uma escola rural na fronteira de desmatamento da Amazônia não costumam ser vistas como potenciais aliadas na conservação da biodiversidade. Elas ainda não tomam decisões sobre o uso dos recursos naturais. Isso quem faz são seus pais. Só o que normalmente se espera delas é que – algum dia – se tornem adultos que ajam de forma mais ambientalmente correta. Neste cenário, muitos educadores ambientais esperam que seus esforços em sala de aula no presente se traduzam em benefícios para a biodiversidade apenas na próxima geração de tomadores de decisão.

O Projeto Conviver Gente e Onças, no entanto, mostra que a educação pode trazer resultados imediatos. Ele foi desenvolvido em Alta Floresta, no Mato Grosso, e surgiu em resposta ao abate de onças pintadas, o que, juntamente com o desmatamento, é uma grave ameaça a esta espécie de nossa fauna que desperta interesse e emoções tanto em crianças quanto em adultos – da Amazônia rural aos grandes centros urbanos, é o primeiro animal que vem à cabeça quando se pensa em floresta. Além disso, todos têm algum sentimento por ela: admiração, fascínio, medo ou raiva, ou tudo isso ao mesmo tempo.

O projeto faz uma contribuição relevante para o tema da aprendizagem entre gerações, revelando o potencial das crianças como interlocutores entre os conservacionistas e as comunidades rurais na fronteira de desmatamento da Amazônia. Os resultados – cujos dados foram obtidos em um experimento científico rigorosamente elaborado e conduzido – sugerem que crianças podem transferir para seus pais certas mudanças de atitudes obtidas em sala de aula e, dessa forma, modificar a curto prazo os comportamentos que atualmente ameaçam a biodiversidade na Amazônia.

CLIQUE AQUI para ler o artigo na íntegra em Oeco.