Blog

Archive for junho 2013

Curso sobre Dimensões Humanas da Gestão de Vida Silvestre

Curso Dimensoes Humanas - turma

Os problemas que a conservação da vida silvestre se propõe a resolver não são, em última análise, problemas com os animais, as plantas ou seus habitats, mas sim problemas com as pessoas. A resolução dos problemas, portanto, vai além do escopo das ciências biológicas e deve levar em conta também o que as pessoas envolvidas – os grupos de interesse – pensam e fazem.

Foi a partir dessa premissa que Silvio Marchini, doutor em conservação pela Universidade de Oxford e diretor da Escola da Amazônia, desenvolveu o curso “Dimensões Humanas da Gestão de Vida Silvestre”, ministrado na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz, da Universidade de São Paulo (ESALQ/USP) em Piracicaba, entre os dias 22 e 24 de maio de 2013.

O curso abordou os caminhos para se incorporar à gestão de vida silvestre as chamadas Dimensões Humanas; uma abordagem que aplica as ciências sociais – economia, sociologia, psicologia, educação e comunicação – para identificar, entender, envolver e influenciar os grupos de interesse, visando o maior benefício possível tanto para a vida silvestre quanto para as próprias pessoas. O curso teve a duração de três dias e foi dividido em três blocos: bases conceituais, metodologia de pesquisa, e aplicações.

Primeiro do gênero no Brasil e aberto para estudantes de pós-graduação e profissionais das áreas relacionadas à conservação e ao manejo da vida silvestre, o curso contou com 34 participantes selecionados vindos de diferentes cidades de São Paulo, além de Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília.

O curso foi uma realização do Grupo de Estudo e Pesquisa em Ecologia e Impactos Ambientais (GEPEIA/ESALQ/USP), do Departamento de Ciêncais Florestais e do Plano Diretor Socioambiental Participativo do Campus Luiz de Queiroz, ambos da ESALQ, e da Superintendência de Gestão Ambiental da USP, e teve apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) por meio do Centro Nacional de Conservação de Carnívoros Terrestres (CENAP), do Instituto Pró Carnívoros e do Sisbiota.

Bookmark and Share